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    Povești uimitoare

    — A casa de férias é de todos. Eu coloco lá dentro quem eu quiser! — respondeu o marido, de forma seca.

    28.10.202632 Views
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    — O que é seu também é meu! — gritou meu marido, depois de permitir que o próprio irmão destruísse a casa da minha avó.

    Mas, quando descobriu o que eu havia feito com seu precioso barco, quase explodiu de tanta raiva…Os dedos de Vera começaram a tremer. O pote de vidro quase escorregou de suas mãos e se espatifou no chão úmido e terroso do porão.

    — Que diabos está acontecendo aqui? — sussurrou.

    Ela ligou rapidamente a lanterna do celular.

    O feixe de luz cortou a escuridão e revelou algo que fez seu sangue gelar.

    Sete latas de carne enlatada. Três grandes potes de pepinos em conserva. Embalagens de alimentos que ela nunca havia comprado.

    E todas tinham datas do inverno anterior.

    O coração de Vera começou a bater descontroladamente.

    Ela havia fechado a casa de campo em outubro. Esvaziara a geladeira, cobrira os móveis e trancara cuidadosamente todas as portas.

    Apenas duas pessoas tinham as chaves.

    Ela e seu marido, Oleg.

    Então, quem havia entrado na casa?

    E, pior ainda, quem tinha passado o inverno inteiro morando ali?

    Vera subiu apressadamente a escada de madeira. Assim que entrou no corredor, um cheiro forte a fez parar.

    Cigarro. Álcool velho. Suor.

    A casa da avó nunca havia cheirado daquela maneira.

    Antigamente, aquele lugar tinha cheiro de pão recém-assado, lavanda e madeira queimada na velha lareira. Era ali que Vera havia passado os verões mais felizes de sua infância. Agora, tudo parecia estranho.

    Ela abriu a porta do quarto.

    E ficou imóvel.

    Seu caro colchão ortopédico estava coberto de manchas amareladas e repugnantes. No chão, havia bitucas de cigarro, um maço vazio de cigarros baratos e roupas jogadas por toda parte.

    Vera levou a mão à boca.

    Alguém havia dormido em sua cama.

    Alguém havia usado suas coisas.

    E alguém havia transformado seu refúgio favorito em um lugar imundo.

    Com as mãos trêmulas, ela discou o número do marido.

    — Oi, minha Verinha! — respondeu ele, alegremente. — Já chegou? Como está a nossa casa de campo?

    — Oleg… quem ficou na casa durante o inverno?

    Houve uma breve pausa.

    — Que pergunta é essa? Ninguém, é claro. Nós a deixamos fechada.

    — Não minta para mim.

    — Vera, o que deu em você agora?

    — Encontrei alimentos com datas de fevereiro. Meu quarto está fedendo a cigarro. Meu colchão está destruído. QUEM FICOU AQUI?

    O silêncio do outro lado da linha durou vários segundos.

    Por fim, Oleg suspirou.

    — Acalme-se. Não aconteceu nada tão terrível.

    Vera fechou os olhos.

    — Diga o nome.

    — Igor.

    — Seu irmão?

    — Sim, meu irmão! — respondeu ele, irritado. — Lena o colocou para fora de casa antes do Ano-Novo. Ele não tinha para onde ir. O que você queria que eu fizesse? Que o deixasse congelar na rua?

    Vera sentiu uma onda de raiva subir pelo peito.

    — E você decidiu instalá-lo na MINHA casa sem sequer me consultar?

    — Na NOSSA casa, Vera! Somos casados!

    — Essa casa era da minha avó! Eu a herdei antes mesmo de conhecer você!

    — Pare de ser tão egoísta! Estamos falando da minha família!

    Vera desligou o telefone.

    Não conseguia ouvir mais uma palavra.

    Foi até o quadro de distribuição elétrica e verificou o medidor.

    Quando viu o valor, precisou se apoiar na parede para não perder o equilíbrio.

    28.450 rublos.

    Era o valor da eletricidade consumida durante o inverno.

    Pelo visto, Igor havia deixado os aquecedores elétricos ligados praticamente o tempo todo.

    O celular vibrou.

    Era uma mensagem de Oleg.

    “Não faça drama. Chego em uma hora e vamos conversar como adultos.”

    Vera leu a mensagem duas vezes.

    Como adultos?

    Seu marido havia cedido a propriedade dela às escondidas, mentido durante meses e agora ainda queria lhe dar lições de maturidade.

    Ela percorreu a casa, tentando avaliar a extensão dos estragos.

    Na cozinha, uma pilha de pratos sujos havia secado dentro da pia. A bancada estava marcada por um corte profundo de faca.

    O chão tinha manchas que ninguém sequer tentara limpar.

    Cada cômodo revelava uma nova afronta.

    E o pior não era a sujeira.

    Era saber que a pessoa em quem mais confiava havia permitido tudo aquilo pelas suas costas.

    Uma hora depois, ela ouviu um carro chegando.

    Oleg apareceu no quintal.

    Atrás dele vinha Igor, seu irmão mais novo.

    As roupas estavam amarrotadas, os olhos cansados, mas o sorriso carregava a confiança provocadora de alguém que não sentia a menor culpa.

    — Olá, dona de casa! — disse ele, ironicamente, sacudindo as cinzas do cigarro sobre as tábuas limpas da varanda. — Obrigado pela hospedagem! Só precisam consertar a instalação elétrica. Os aquecedores viviam derrubando o disjuntor!

    Vera o encarou sem piscar.

    — Saia da minha varanda.

    Oleg imediatamente se colocou entre os dois.

    — Chega, Vera! Igor saiu daqui em abril. Por que está fazendo esse escândalo?

    — Por que estou fazendo esse escândalo?

    A voz dela falhou.

    — Porque você mentiu para mim! Porque minha casa foi destruída! Porque temos uma conta de luz de 28.450 rublos e porque meu quarto parece um pardieiro!

    — Eu vou pagar! — gritou Oleg. — Meu Deus, que exagero!

    Vera soltou uma risada amarga.

    — Você? Com que dinheiro? Seu salário é de quarenta mil rublos e, nos últimos seis meses, praticamente vivemos do meu dinheiro!

    — Não comece de novo a contar cada centavo!

    — Não estou contando centavos, Oleg. Estou contando a confiança que perdi em você.

    Igor soltou uma gargalhada.

    — Ah, qual é, Vera! Meu irmão me ajudou um pouco. Somos família! Você pode continuar economizando nas suas verduras e flores.

    Vera virou lentamente o rosto para o marido.

    Uma pergunta acabara de lhe ocorrer, como um raio.

    — Oleg… de onde vinha o dinheiro para sustentar seu irmão?

    Ele desviou o olhar.

    — Eu mandava alguma coisa para ele comprar comida de vez em quando.

    — De qual conta?

    — Vera…

    — Da nossa conta de poupança?

    Oleg ficou calado.

    Vera sentiu o estômago se contrair.

    — Os duzentos e cinquenta mil rublos que estávamos guardando para consertar o telhado?

    Nenhuma resposta.

    Igor apenas continuou sorrindo, provocador.

    — E daí? O telhado pode esperar. Eu precisava comer! Vocês andam por aí com um carro caro!

    Naquele instante, Vera entendeu que o problema não era simplesmente o marido ter ajudado o irmão.

    O problema era ele ter sacrificado a segurança dela, a casa dela e as economias do casal sem sequer considerar necessário pedir sua autorização.

    — Vão embora — disse ela, em voz baixa.

    Oleg franziu a testa.

    — O quê?

    — Eu disse para vocês irem embora. Os dois. Agora.

    Mas ele simplesmente passou por ela e entrou no corredor, deixando marcas de lama com os sapatos.

    — Viemos passar o fim de semana. Trouxe o barco e o motor para o galpão. Amanhã vamos pescar. Você vai se acalmar e preparar um jantar decente para nós.

    Vera o encarou, atônita.

    Nem um pedido de desculpas.

    Nem uma tentativa de compreender sua dor.

    Apenas ordens.

    Como se fosse uma empregada dentro da própria casa.

    Os dois homens subiram para o andar de cima, rindo e conversando sobre iscas, peixes e cervejas.

    Vera ficou sozinha na cozinha.

    Tentando conter as lágrimas, abriu o velho armário onde guardava os objetos pessoais da avó.

    E então aconteceu algo que fez toda a raiva que sentira até aquele momento parecer insignificante.

    A prateleira estava vazia.

    Onde a velha máquina de costura Singer da avó havia ficado durante quarenta anos, restava apenas uma marca limpa no meio da poeira. Vera sentiu a respiração ficar presa na garganta.

    Lembrou-se das mãos da avó sobre a máquina.

    Lembrou-se do som característico da agulha, das tardes de verão e das histórias que ela contava enquanto costurava.

    Lembrou-se da primeira saia que haviam feito juntas.

    Aquela máquina não era apenas um objeto.

    Era um pedaço de sua infância.

    — Igor! — gritou ela.

    Ele apareceu na escada, bocejando.

    — O que foi agora?

    — Onde está a máquina de costura?

    — Que máquina?

    — A Singer da minha avó. A que ficava aqui.

    Igor fez um gesto despreocupado com a mão.

    — Ah, aquele ferro-velho? Vendi como sucata em março. Me deram três mil rublos. Comprei carne para fazer churrasco.

    Vera o encarou como se não tivesse entendido.

    — Você… vendeu?

    — E daí? Nem funcionava! Para que você queria aquilo?

    Os olhos dela se encheram de lágrimas.

    — Funcionava — sussurrou. — E era da minha avó.

    Oleg apareceu à porta.

    — O que está acontecendo agora?

    — Seu irmão vendeu a máquina de costura da minha avó!

    O marido deu de ombros.

    — Vera, pelo amor de Deus! Era um pedaço de ferro velho. Igor estava sem dinheiro naquela época. Eu não consegui mandar mais para ele. Ele encontrou uma solução.

    Vera sentiu algo dentro de si se partir definitivamente.

    — Era a minha casa. As minhas coisas. A minha avó. Oleg explodiu:

    — ESTAMOS CASADOS HÁ SEIS ANOS! TUDO O QUE É SEU TAMBÉM É MEU!

    Ele se aproximou de maneira ameaçadora.

    — Você é incrivelmente egoísta! Prefere uma máquina velha a um ser humano vivo! Meu irmão corria o risco de congelar na rua! Ele estava à beira de um colapso nervoso depois da separação! E você só pensa no seu patrimônio!

    Cada palavra atingia Vera como um tapa.

    — Você é uma mulher histérica e interesseira! — continuou ele.

    Depois, virou-se para o irmão.

    — Vamos, Igor. Vamos comprar cerveja. Deixe-a gritar sozinha. Até a noite ela se acalma.

    A porta bateu com força.

    Vera ficou imóvel.

    Durante alguns minutos, não se ouviu nada além do velho relógio na parede.

    Tic.

    Tac.

    Tic.

    Tac.

    Ela olhou para as próprias mãos.

    Já não tremiam.

    E ela também não estava mais chorando.

    Algo dentro dela havia mudado.

    Durante seis anos, tentara ser uma boa esposa. Cedia, pagava contas e apoiava o marido sempre que ele enfrentava dificuldades financeiras.

    Mas Oleg confundira sua bondade com fraqueza.

    E agora esperava que ela limpasse a sujeira deixada pelo irmão, preparasse o jantar dos dois e fingisse que nada havia acontecido.

    Foi então que ela se lembrou de uma coisa.

    O barco.

    Oleg tinha uma verdadeira obsessão pelo equipamento de pesca.

    Durante dois anos, economizara para comprar um barco caro com motor de popa japonês.

    Havia cortado os gastos com as férias.

    Recusara-se a comprar móveis novos.

    Até no aniversário dela dissera que precisavam economizar.

    Mas, para o barco, sempre havia dinheiro.

    Uma semana antes, ele também havia comprado um sonar profissional para pesca.

    O valor total do equipamento chegava a aproximadamente 250 mil rublos.

    Exatamente a quantia que supostamente estavam guardando para consertar o telhado. Naquela manhã, Oleg havia levado tudo para o velho galpão da casa de campo.

    Vera saiu para o quintal.

    O sol queimava seus ombros, mas ela sentia um frio estranho por dentro.

    Caminhou até o galpão, pegou um pé de cabra velho e arrebentou o cadeado.

    O barco brilhava na penumbra.

    O motor estava cuidadosamente coberto.

    O sonar ainda se encontrava dentro da caixa.

    Vera pegou o celular.

    Ligou para Petrovich, um vizinho que costumava comprar praticamente qualquer coisa que aparecesse por um bom preço.

    — Petrovich, bom dia. Você quer um barco com motor?

    — Que barco?

    — Um bom barco. Quase novo. Vai com o sonar.

    — Quanto você quer por ele?

    Vera olhou para o equipamento.

    — Quarenta mil rublos. Tudo junto.

    O homem ficou em silêncio do outro lado da linha.

    — Quarenta mil? Tem certeza?

    — Absoluta. Mas você precisa vir imediatamente.

    Cinco minutos depois, Petrovich chegou com um pequeno reboque.

    Examinou cuidadosamente o motor, o barco e os equipamentos.

    Mal conseguia acreditar na sorte que tivera.

    Tirou do bolso oito notas de cinco mil rublos.

    Vera pegou o dinheiro.

    — Os documentos estão no porta-luvas do barco — disse ela.

    Petrovich carregou tudo e foi embora.

    Vera observou o reboque desaparecer ao longe.

    Não sorriu.

    Não sentiu triunfo.

    Apenas uma satisfação amarga e pesada.

    Oleg havia dito que tudo o que pertencia a um também pertencia ao outro.

    Ela acabara de aplicar a lógica dele.

    Vera voltou para dentro de casa.

    Reuniu seus pertences em uma pequena bolsa.

    Pegou a conta de luz, que indicava o valor de 28.450 rublos, e a deixou sobre a mesa da cozinha.

    Ao lado, colocou trinta mil rublos.

    Os dez mil restantes ficariam com ela para pagar a limpeza do colchão e da casa.

    Depois, olhou ao redor pela última vez.

    A velha mesa da avó. As cortinas que haviam escolhido juntas.

    A prateleira vazia onde antes ficava a Singer.

    Seus olhos voltaram a se encher de lágrimas.

    — Desculpe, vovó — sussurrou. — Não consegui proteger tudo o que você me deixou.

    Então respirou fundo.

    — Mas não vou permitir que eles também levem o que ainda me resta.

    Saiu e trancou a porta externa com um cadeado novo e resistente, que havia comprado no caminho para a casa de campo.

    Guardou a chave no bolso.

    Um táxi já a esperava junto ao portão.

    Assim que se acomodou no banco traseiro, viu duas figuras conhecidas aparecerem na esquina.

    Oleg e Igor estavam voltando da loja, carregando sacolas cheias de cerveja.

    Oleg parou de repente.

    Olhou para o táxi.

    Depois, para o cadeado.

    Por fim, para o galpão vazio.

    Seu rosto perdeu a cor.

    — VERA! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

    Ele começou a correr em direção ao carro.

    — ONDE ESTÁ O MEU BARCO? ONDE ESTÁ O MEU MOTOR?

    Vera abaixou lentamente o vidro.

    — Foram vendidos.

    Oleg ficou de boca aberta.

    — O QUE VOCÊ DISSE?

    — Vendi o barco, o motor e o sonar. Por quarenta mil rublos.

    Por um instante, pareceu que o homem não conseguia respirar.

    Em seguida, seu rosto ficou vermelho de raiva.

    — QUARENTA MIL? VOCÊ FICOU LOUCA? AQUILO VALIA DUZENTOS E CINQUENTA MIL!

    Ele bateu com a palma da mão na porta do táxi.

    — VOCÊ NÃO TINHA DIREITO! ERAM AS MINHAS COISAS! MINHAS!

    Vera olhou diretamente nos olhos dele.

    E então pronunciou exatamente as palavras que ele usara contra ela.

    — Estamos casados há seis anos, Oleg. Tudo o que é seu também é meu. Não foi isso que você disse? O marido ficou sem palavras.

    — O dinheiro está sobre a mesa — continuou ela, calmamente. — Vai cobrir a conta de luz e parte dos prejuízos causados pela sua família.

    — Vou acabar com você! Vou levar você à Justiça! — gritou ele.

    Vera não levantou a voz.

    — Pode fazer isso. Eu também vou pedir que sejam investigados o dinheiro que você retirou das nossas economias, o uso da minha casa sem o meu consentimento e a venda da máquina de costura da minha avó.

    Oleg abriu a boca, mas não encontrou uma resposta imediata.

    Então Igor avançou.

    — E como vamos voltar para casa? — berrou, deixando uma das sacolas de cerveja cair na grama.

    Vera olhou para ele.

    — A pé.

    — Mas é longe!

    — Então vocês terão bastante tempo para pensar no que significa ser família.

    Oleg agarrou novamente a porta do táxi.

    — Vera, saia daí agora mesmo! Ainda não terminamos!

    Ela olhou para ele uma última vez.

    Poucas horas antes, aquele era o homem com quem acreditava que envelheceria.

    O homem que prometera protegê-la.

    E agora estava diante dela, furioso por causa de um barco, sem ter demonstrado um único sinal de arrependimento verdadeiro por tudo o que havia destruído.

    — Você tem razão, Oleg — disse ela. — Ainda não terminamos. Há muita coisa que precisamos resolver. Mas hoje você não vai me dar mais ordens.

    Ela se virou para o motorista.

    — Por favor, vamos embora.

    O táxi arrancou.

    Pelo vidro traseiro, Vera viu Oleg esmurrar a cerca enquanto Igor gritava de raiva ao lado das cervejas espalhadas pela grama.Pela primeira vez naquele dia, ela deixou as lágrimas correrem livremente.

    Não pelo barco.

    Não pelo dinheiro.

    Nem sequer pela máquina de costura perdida.

    Ela chorava pelos seis anos que passara acreditando que amar significava suportar tudo.

    Sabia que sua decisão de vender o equipamento do marido poderia ter consequências sérias. A vingança não apagava o que havia acontecido.

    Mas também sabia de outra coisa.

    Nunca mais permitiria que alguém tratasse sua bondade como uma autorização para explorá-la.

    Algumas pessoas diriam que Vera dera a Oleg exatamente a lição que ele merecia. Outras argumentariam que ela ultrapassara os limites, já que Igor realmente poderia ter precisado de ajuda e o barco não era exclusivamente dela.

    Mas uma pergunta permanece: por que Oleg exigia que a esposa respeitasse os bens dele quando ele próprio não havia respeitado nem a casa dela nem as lembranças que ela guardava?

    E você, de que lado ficaria nesta história: do lado de Vera, que decidiu revidar à traição, ou do lado de Oleg, que alegava estar apenas ajudando o irmão?

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